20 de janeiro de 2018 - 00:38

Brasil

19/12/2017 06:46

Faculdades particulares de SP podem fechar ano com 400 professores demitidos

O ano de 2017 pode terminar com cerca de 400 professores de ensino superior demitidos em pelo menos cinco faculdades privadas de São Paulo. As demissões mais significativas devem ocorrer na Estácio, que pretende demitir 196 docentes, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, que pode demitir 80 profissionais, e na Universidade Metodista, que já dispensou 55 professores e deve demitir outros 60 (entenda cada caso e o que informaram as instituições ao final da reportagem).

As instituições de ensino alegam "reestruturação pedagógica" para fazer as mudanças. Para o Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), o Ministério da Educação (MEC) tem se omitido nos casos de demissão e promovido facilidades para as instituições, como a flexibilização do número mínimo de horas de aula exigido e a criação de cursos à distância. Especialista ouvida pelo G1 vê ligação com a reforma trabalhista.

Também chama a atenção do Sinpro a demissão de 13 professores na Cásper Líbero, 36 na Universidade São Judas e número ainda incerto de demissões na ESPM. No Centro Universitário Sant’Anna não houve registro de demissões, mas dezenas de funcionários estão em greve desde agosto deste ano devido a salários atrasados. Alunos denunciam que a faculdade os impede de fazer transferências, bloqueando documentos.

Para Silvia Barbara, diretora do Sinpro-SP, as facilidades autorizadas pelo MEC contribuem para as demissões no quadro das instituições de ensino.


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