Cidades

13/05/2018 12:31

Delegado Adriano Peralta lança livro de sua trajetória policial

Momentos marcantes da carreira do delegado Adriano Peralta Moraes são contados em 147 páginas do livro "Memórias de um Chefe de Polícia", o terceiro escrito pelo delegado da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, que atualmente está no cargo de corregedor geral adjunto. A obra será lançada nesta terça-feira, 15 de maio, na Livraria Janina, do Shopping Pantanal, em Cuiabá, das 19h às 21 horas.

O livro se traduz em histórias da carreira de mais de 20 anos de atividade policial, em uma trajetória que cruza experiências profissional e pessoal. Com abordagem em diversas fases de sua vida, dos tempos da infância, quando na década de 70  saiu com a família da cidade de Rinópolis, no oeste de São Paulo, para morar na cidade de Tangará da Serra, em Mato Grosso. Depois passando por sua adolescência, com o retorno a Rinópolis (SP); da juventude e a faculdade, até sua volta ao Estado de Mato Grosso, em 1993, para exercer a advocacia na cidade de Tangará da Serra.

No livro, o delegado dedica várias páginas a carreira policial, contando trechos de seu ingresso na Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, no ano de 1997, com relatos das unidades policiais designados para atuar  na função de delegado. Em vários momentos, Peralta escreve sobre as dificuldades, como as distâncias geográficas e condições climáticas, além de fatos pitorescos, situações inusitadas vivenciadas, desavenças institucionais, competições e conflitos entre unidades, vaidades, avanço da criminalidade e os desafios para seu enfrentamento, entre outros pontos.

 "(...) Lá fui eu dirigindo minha VW Saveiro do ano, quadrada, cor azul marinho, na cintura um trinta e oito, cano médio, carregado e com mais uma carga de munição sobressalente para usar em caso de necessidade. Segui os conselhos do delegado regional e também adquiri uma corda, uma capa amarela de chuva, um enxadão, uma garrafa térmica de água (que tenho até os dias atuais) e um pacote de bolacha de sal".

O delegado destaca especial capítulo ao ápice de sua carreira, quando alcançou o posto máximo da Polícia Judiciária Civil, o cargo de delegado geral, que ocupou no início de 2015 a julho de 2016, quando pediu demissão. "Em nossa gestão a Polícia Civil passou pela maior transformação da história, com substituição de todas as diretorias (...). Um período de renovação e ebulição de novas ideias, onde algumas deram certo e outras não", diz em trecho do livro.

Nesse capítulo, Peralta fala ainda dos desafios do cargo, das dificuldades de comandar uma instituição com pouquíssimo orçamento, mas também das mudanças que foram promovidas, as operações de repercussão e suas ideias inovadoras implementadas. "Infelizmente  essa é uma característica das polícias brasileiras, o orçamento é sempre aquém  da realidade com contenção  de rubricas  e tudo funciona na base da suplementação (...). Programa-se um orçamento de 20 milhões, contingência-se para ficar em 10 e como o valor é insuficiente vai fazendo suplementação  a conta-gotas para se chegar ao máximo 12".

Com um toque de humor e críticas, o livro Memórias de um Chefe de Polícia, da Editora All Print, sintetiza a simplicidade do delegado de polícia e suas experiências adquiridas ao logo dos anos na Polícia Civil.

O livro também será lançado na 25ª Bienal Internacional do Livro, em São Paulo, no dia 4 de agosto, das 17h às 19 horas.


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