Policia

05/01/2019 18:32 Noticias de Hoje OlharDireto

Vídeo mostra suposto início de confronto armado em fazenda de Riva; seguranças alegam emboscada

Um vídeo mostra o suposto início do confronto armado entre seguranças da Fazenda Agropecuária Bauru (Magali) e membros da Associação Gleba União, em Colniza (a 1006 quilômetros de Cuiabá), que resultou em duas mortes e deixou oito feridos neste sábado (05). Por meio de nota, a empresa responsável pelo local, Unifort, lamentou o ocorrido e disse que os funcionários foram vítimas de uma “emboscada”.
 
Segundo Unifort, um grupo de seguranças sofreu uma emboscada e foi surpreendido com disparos de arma de fogo, que atingiram o carro empregado pela equipe para realização de rondas. ”Sem outra alternativa, os seguranças foram obrigados a reagir para salvaguardar suas vidas, assim como dos demais trabalhadores da fazenda”, esclarece.
 
A empresa ponderou que registrou várias ameaças e invasões explícitas contra os funcionários da fazenda. Alegou também que em outubro de 2018 informou a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) sobre o perigo eminente naquela região, mas a postura por parte do Executivo foi de inércia.
 
A empresa Floresta Viva, que administra a Fazenda Bauru, de propriedade do ex-deputado estadual José Geraldo Riva, em nota, afirma que é constantemente invadida por grileiros que desrespeitam ordens judiciais.

Há três meses, cerca de 200 membros da Associação Gleba União haviam acampado nas proximidades. Eles afirmavam que só deixariam o local se Riva apresentasse um documento que comprovasse a posse da terra de 46 mil alqueires.
 
Já o novo comandante da Secretaria de Segurança Pública (Sesp), Alexandre Bustamante, disse que avalia a situação para saber se irá enviar reforço policial ao município. “Estamos esperando chegar às informações para obter um diagnóstico, por enquanto, para saber quais medidas tomar. As unidades locais já estão tomando todas as medidas e vão passar para nós se irão precisar de algum reforço”, afirmou.
A Polícia Civil, por meio de nota, informou que uma equipe se desloca para a propriedade rural onde ocorreu o confronto armado. A Delegacia de Polícia de Colniza solicitou reforço da Gerência de Operações Especiais (GOE), da Polícia Civil, Ciopaer, da Secretaria de Segurança Pública, e peritos da Politec de Cuiabá para realizar os trabalhos de local de crime e necropsia.
  
Há quatro meses, o Ministério Público Estadual, por meio da Promotoria de Justiça de Colniza oficiou o Governo do Estado sobre risco de conflito armado no local. A preocupação é que ocorra uma tragédia como a chacina de abril de 2017, na qual nove pessoas foram mortas naquela região. 
Em dezembro do ano passado, o juiz Carlos Roberto B. de Campos, da Segunda Vara Cível Especializada em Direito Agrário de Cuiabá, determinou uma reintegração de posse na fazenda. Um estudo do Comitê Estadual de Acompanhamento de Conflitos Fundiários de Mato Grosso comprovou a real situação da área e recomendou a participação de 20 policiais militares na desocupação. 
 
O magistrado também considerou que já havia um mandado de reintegração de posse relacionado a esta propriedade, contra o mesmo grupo, sobre a ocupação da fazenda. O mandado foi deferido no dia 31 de outubro de 2018, mas alguns ocupantes permaneciam no local.
Na madrugada de hoje (05), os supostos invasores seguiram em direção à propriedade fortemente armados. Responsável pela segurança do local, profissionais da empresa Unifort revidaram as investidas dos suspeitos. Os membros da associação ainda teriam tentado atear fogo em uma caminhonete da empresa.
 
Veja vídeo do suposto início do confronto: 




 

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