Política

Com apoio de cinco partidos, Wellington reafirma pré-candidatura ao governo

Com o apoio de cinco partidos, o senador Wellington Fagundes (PR), o único pré-candidato declarado, até agora, à disputa pelo Palácio Paiaguás, quer ampliar o arco de alianças para fortalecer o grupo oposicionista ao atual governador Pedro Taques (PSDB), que deve tentar a reeleição, embora não tenha assumido a pretensão publicamente ainda.

Em reunião do PR, na tarde desta segunda-feira (26), em Cuiabá, o parlamentar, que tem base eleitoral em Rondonópolis, confirmou que, além do seu PR, o MDB, PP, PTB e PSB, já estão confirmados na aliança oposicionista, que pretende liderar na eleição deste ano.

Além disso, Wellington disse que vem mantendo conversações com outras siglas, com o PV, o PSD do vice-governador Carlos Fávaro, que pretende concorrer uma das duas vagas de senador por Mato Grosso, que estarão em disputa; e, também, com o PC do B, que tem como pré-candidata ao senado a ex-reitora na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maria Lucia Cavalli Neder.

“Nunca participamos do atual governo, somos oposição e já temos definido alguns partidos que fazem parte desta aliança que estamos construindo. Falo do PR, MDB, PP, PTB e PSB. Tem outros partidos que estamos conversando para que possamos ampliar de forma bem expressiva essa aliança, pois vamos ter que ter um trabalho muito forte para conseguir formar uma coligação que represente um projeto de confiança da população, e que tenha a sustentação necessária para governar o Estado”, disse o republicano.

Ele acrescentou que no último final de semana se reuniu com algumas lideranças do PCdoB e PSD para tratar sobre a eleição de 2018.  “Já temos uma posição muito forte do PV e ampliamos o diálogo com o PCdoB no final de semana. Também me reuni com o PSD no domingo e a probabilidade de estarmos juntos é muito grande”, revelou o senador sobre as costuras políticas que vem tendo para composição de sua chapa. “Eu tenho autorização para conversar com todos os políticos, de todos os segmentos partidários e da sociedade mato-grossense”, salientou.

Decisão coletiva

Porém, o senador adiantou que não irá decidir nada sozinho, a composição da chapa será uma decisão coletiva. “Eu quero decidir em conjunto. Então, todos os nomes apresentados serão levados para discussão e aí vamos decidir, com todos os partidos”, garantiu, lembrando que cada partido tem a sua reivindicação para participar da aliança e que, por isso, irão conversar muito para encontrarem um espaço para todos. “Enfim, muitos nomes estão surgindo para candidato a senador, suplente de senador, e nós vamos discutir com todos”, frisou.

Segundo o senador republicano, o mesmo debate será feito no que diz respeito à escolha do vice em sua chapa.  Um dos nomes que surgiu nos últimos dias como opção é do ex-prefeito de Sinop, Juarez Costa (MDB). 

 Conversas com DEM

Fagundes falou também sobre conversações com o DEM, que a princípio tem a intenção de lançar candidatura própria, sendo contados os nomes do ex-prefeito cuiabano, Mauro Mendes, que se filou à sigla na sexta, o ex-governador Jayme Campos, um nome histórico do partido em Mato Grosso.

 “Já conversamos com o DEM, já tivemos diálogos com senador Julio Campos e ele várias vezes externou que caso não tenham um candidato, querem apoiar nossa candidatura. Me sinto lisonjeado e fortalecido. Isso nos anima a ampliar ainda mais o diálogo”, destacou.

Experiência e diálogo

Deputado federal por cinco mandatos e chegando na metade do seu primeiro como senador, Wellington ressaltou que tem experiência suficiente para estar à frente do Palácio Paíaguás, sede do governo estadual, a partir de 1º de janeiro de 2019. Além disso, criticou a forma “autossuficiente” e “individualista” de Taques governar.

“Estou pronto, preparado e tenho certeza que não farei isso sozinho. O governador na sua forma muito exclusivista entendeu que não precisava de senador para ir em Brasília. Mato Grosso é um estado em abertura, todo governante, independente de quem seja, não pode virar as costas para onde pode vir os recursos, afirmou o parlamentar.

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