12 de dezembro de 2017 - 12:53

Política

09/11/2017 08:18 RepórterMT

'Acho ótimo assinarem', ironiza Emanuel sobre criação de CPI

O peemedebista disse que sua base na Câmara de Vereadores continua forte e argumenta que a medida para investigar sua conduta é ilegal.

O prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) ironizou, na manhã desta quarta-feira (8), o pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) - assinado por 11 vereadores - para investigá-lo por quebra de decoro, por ele ter sido flagrado em um vídeo enchendo os bolsos com R$ 20 mil, recebidos das mãos do então chefe de gabinete do ex-goverandor Silval Barbosa (PMDB), que afirma que o valor seria pagamento de propina. 

“Então da minha parte eu acho ótimo que assinem. Quem não deve não teme e isso tudo será esclarecido”, minimizou o prefeito.

A partir de agora, o requerimento da investigação denominada como “CPI do Paletó” deve ser apresentado no plenário da Câmara de Cuiabá, na próxima terça-feira (14), com prazo de 48 horas para dar início aos trabalhos.

Mesmo com os vereadores Luís Cláudio (PP) e Adevair Cabral (PSDB), que fazem parte de sua bancada na Câmara, terem assinado ao pedido de CPI, Emanuel garantiu que sua a base aliada continua forte no Legislativo.

“Uma base muito séria, leal e de uma relação muito republicana. Tenho orgulho da minha base na Câmara e eles são independentes”, completou.

Apesar da afirmação, Emanuel demonstra preocupação com o impacto da CPI em sua gestão, que ainda irá completar um ano e dá indícios de que pode tentar barrar a medida judicialmente.

"Eu acho que a CPI é ilegal, mas são coisas que ainda vamos discutir caso ela se confirme", concluiu.

A CPI

O presidente da comissão deverá ser o autor do requerimento, o vereador Marcelo Bussiki (PSB). Ele defende que a CPI tem poder de investigação próprio.

Testemunhas e envolvidas na delação de Silval, além do próprio ex-governador, podem ser chamados a prestar depoimento.

“Também podemos convocar o prefeito, o Sílvio e também o ex-secretário Alan Zanatta, por exemplo. A Mesa Diretora tem prazo de 48 horas para instalar a CPI e, a partir daí, começa a contar o tempo para a execução dos trabalhos”, pontuou Bussiki, que descartou a possibilidade de pedir o afastamento de Emanuel, durante a investigação.

Assinaram a CPI, além de Bussiki, os vereadores Abílio Brunini (PSC), Joelson Amaral (PSC), Elizeu Nascimento (PSDC), Felipe Wellaton (PV), Dilemário Alencar (Pros), Gilberto Figueiredo (PSB), Diego Guimarães (PP), Toninho de Souza (PSD), Luís Cláudio (PP) e Adevair Cabral (PSDB).

O vídeo

Emanuel Pinheiro foi denunciado no acordo da delação de Silval Barbosa com a Procuradoria-Geral da República.

Nas imagens feitas pelo ex-chefe de gabinete de Silval, Silvio Corrêa, Emanuel aparece enchendo os bolsos do paletó dentro da sede do Governo do Estado. O ex-governador afirma que a propina a Emanuel, que era deputado, e outros flagrados, era por apoio à sua gestão.

Desde que o vídeo veio à tona, a Polícia Federal realizou busca em apreensão na casa do prefeito, além de afirmar que uma gravação em áudio encontrada entre os produtos adquiridos foi adulterada com o objetivo de tentar anular a delação de Sílvio Correa.

A gravação feita por Alan Zanatta, aliado do prefeito, em que Sílvio revela como ocorreu o processo de negociação do acordo com a PGR, segunda a PF, foi adulterado pelo grupo do prefeito.

 

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