20 de janeiro de 2018 - 00:35

Política

12/12/2017 10:24

Obras do VLT podem ter redução de R$ 400 milhões no preço

Secretário Wilson Santos diz que projeto estima gastos de R$ 450 milhões para concluir serviços em Cuiabá e Várzea Grande; valor negociado com consórcio era de R$ 922 milhões

 

As obras para conclusão dos serviços do VLT podem ser reduzidas até em R$ 400 milhões do valor que era negociado com o grupo contratado. O secretário de Cidades, Wilson Santos, afirmou que o Estado terá que desembolsar cerca de R$ 450 milhões para terminar a instalação do modal em Cuiabá e Várzea Grande. Nas negociações que vinham sendo acordadas com Consórcio VLT, o valor extra estava em torno de R$ 900 milhões.

“Temos R$ 193 milhões congelados na conta convênio, e acreditamos que com mais R$ 250 milhões terminamos o VLT, com um emagrecimento do projeto executivo. Até o final de janeiro teremos o preço fechado e calculamos que o preço [total para conclusão das obras] fique em torno de R$ 450 milhões”, disse ele em entrevista à rádio Capital FM, nesta terça-feira (12).

O secretário afirma que a redução no valor das obras tem sido possível pela revisão dos serviços previsto no cronograma original e pela desobrigação do Estado bancar dívidas de passivos ao Consórcio VLT.

“O passivo de R$ 327 milhões foi construído com três medições em setembro, outubro e novembro de 2014 que não foram pagas, mais 28 reajustamentos que nunca foram pagos, mais a atualização financeira e mais diferença taxa cambial [atualizada em 2017 referente a 2014]”.

Quanto ao projeto, Santos afirmou que cerca de 10% da montagem gráfica de obras devem ser concluídas. E a desidratação do preço ocorre com exclusão de serviços considerados desnecessários. Exemplo da trincheira Luiz Felipe, na avenida do CPA, em Cuiabá, cujo preço estava estimado em R$25 milhões. Noutro item, repassado para a Prefeitura de Cuiabá, a economia será em torno de R$ 1,5 milhão.

Proposta de acordo

Até agosto deste ano, governo e Consórcio VLT vinham negociado valores e prazos para retomada das obras do modal. As conversas foram suspensas por decisão da PGE (Procuradoria Geral do Estado) após a deflagração da Operação Descarrilho pela Polícia Federal.

À época, o governo Pedro Taques já havia concordado em pagar R$ 922 milhões para a conclusão integral da implantação do VLT. O Consórcio apresentou quatro reajustes diferentes entre os meses de abril de 2015 e dezembro de 2016, com novos aportes financeiros que variaram de R$ 993 milhões, R$ 1,04 bilhão e R$ 1,494 bilhão, e finalmente R$ 977 milhões.

Segundo a Secid (Secretaria de Cidades), o valor acordado de R$ 922 milhões integrava R$ 327,2 milhões de passivos do contrato original, mais R$ 594 milhões em outros custos para a conclusão. O valor final da implantação do modal ficaria em R$ 1,988 bilhão, quase o dobro do valor original, de 2012, de R$ 1,09 bilhão.


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