20 de janeiro de 2018 - 00:14

Política

11/01/2018 10:02

Atraso de salário | Em reunião com Taques, Sintep diz que falta planejamento e prioridade do governo

Sem dinheiro suficiente em caixa para depositar o salário de dezembro todos os servidores estaduais nesta quarta-feira (10), data limite para o pagamento, o governo do Estado decidiu, além dos aposentados e pensionistas, que receberam na terça-feira (9), liquidar somente 45% folha, pagando os trabalhadores de 37 secretarias e autarquias. De fora da lista de recebimento, ao contrário do escalonamento que foi feito nos meses anteriores, ficaram os da pasta da Educação, o que gerou insatisfação do Sindicado dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), já que mais de 40 mil profissionais ficaram sem receber.  

Para justificar a decisão, o governador Pedro Taques (PSDB) se reuniu com representantes da Secretaria Estadual de Educação, da Casa Civil e do Sintep. Na reunião, ele pediu a compreensão da categoria e solicitou uma proposta para firmarem um acordo. Disse ainda que não há previsão para efetuar o pagamento, mas a intenção é de efetuara o pagamento na próxima segunda-feira (15).

Por meio de nota, publicada em sua página no Facebook, a diretoria da entidade informou que não irá compactuar com tal situação e disseram “não” ao governador, pois pagamento com atraso deve ser feito com juros.

“Nunca celebraremos um acordo para que o governo possa descumprir a legislação e, com o atraso dos salários, deverão ser pagos juros”, diz trecho da nota, acrescentando que faltou planejamento por parte do governo, pois sabe que a arrecadação no primeiro trimestre do ano sempre apresenta queda.

“Mais uma vez o Governo não se planejou e irá afetar os educadores e educadoras próximo ao início do ano letivo. O que se vê é a falta de prioridade”, afirma o presidente do Sintep, Henrique Lopes.

Além da categoria dos profissionais da Educação, outros que não constam na lista prioritária do Estado são os servidores lotados nas secretarias de Fazenda e Planejamento, da Casa Civil, dos gabinetes do governador e vice, de Comunicação, entre outros. Também ainda não há previsão de quando eles irão receber.


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