17 de janeiro de 2018 - 19:18

Saúde

20/12/2017 17:13 Da Assessoria

Secretaria alerta para a proliferação da conjuntivite em épocas de festas e orienta sobre cuidados necessários

Embora possa ocorrer em qualquer época do ano, a conjuntivite que é uma inflamação da conjuntiva ocular e pode ser transmitida de pessoa a pessoa, tem altos picos de incidência nos meses da primavera e do verão, porque o calor, a umidade e também o tempo seco favorecem a disseminação. Além desse período, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) alerta para surto da inflamação durante as festas de fim de ano e orienta sobre os cuidados necessários para evitar o incômodo que pode deixar o paciente em profunda indisposição, de 07 a 10 dias.

Conforme a secretária de Saúde Elizeth Araújo, o momento festivo é propício para elevar os casos de contaminação que já vem sendo expressivos em Cuiabá e nos demais municípios de Mato Grosso desde 2014. O crescimento foi de 149 casos notificados por mês em 2014,  166 em 2015 e 138 no ano passado. Este ano já conta com 223 casos notificados, podendo chegar a 400 até o próximo dia 31. O número, segundo a SMS tende a ser ainda maior, pois, diversas pessoas acabam não procurando as unidades de saúde para tratar o mal.

“Infelizmente essa é uma doença que gosta de contatos para se proliferar. E esta época do ano, onde as pessoas aproveitam para confraternizar e ficarem mais próximas umas das outras, é propício para isso. A pessoa com conjuntivite coça os olhos e depois cumprimenta alguém com um aperto de mãos, mexe na maçaneta das portas, nos botões do elevador, no controle-remoto, vai à loja faz prova de uma roupa e deixa ali o micro-organismo que, dependendo do tipo, pode sobreviver por horas fora do corpo. Até mesmo o ponto eletrônico pode servir de mecanismo de transição”, frisou. 

Conforme a gestora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde, Moema Blatt a única forma de se manter longe desse mal ocular é aprendendo a identificar os sintomas e se atentar para algumas dicas simples, porém eficazes. Para ela a higiene das mãos é a principal medida para evitar o contágio. “Portanto lave as mãos com água e sabão, mesmo se for utilizar álcool gel a 70%. Além disso, não coçar os olhos, usar toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos, trocar as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise, não compartilhar objetos (canetas, produtos de beleza, lenços, etc), de pessoa portadora de conjuntivite, evitar contato direto com outras pessoas, não ficar em ambientes onde há bebês, não usar lentes de contato durante esse período, evitar banhos de sol e principalmente evitar luz, pois essa pode fazer com que o olho contaminado venha a doer mais”, ressaltou Moema.

Observar os sintomas é outro cuidado importante segundo Moema. “É preciso se manter atento aos sintomas que consistem em olhos avermelhados, coceira e sensação de desconforto, inchaço do olho ou pálpebra, lacrimejamento podendo haver pus, sensibilidade à luz, visão borrada, febre, dor de garganta e dores pelo corpo e olhos colados. Para evitar a conjuntivite, a orientação é lavar bem as mãos, evitar aglomerações ou freqüentar piscinas de academias ou clubes e praias. Estes locais, nesta época do ano é um berço para o vírus, pontuou.

A SMS ainda orienta que o primeiro passo para todo paciente com olhos vermelhos é procurar um oftalmologista para diagnóstico do quadro apresentado. Após isso, as orientações se consistirão em utilizar gaze umedecida com água filtrada ou mineral, ou ainda soro fisiológico, uma para cada olho, para limpar as “casquinhas” que se formam em volta do olho. Aplicar compressas frias, também alivia o incômodo. O tratamento com antibiótico (em caso de infecção bacteriana) ou antiviral (em caso de infecção viral) também é indicado, entretanto, deve ser feito com orientação de um médico.


Copyright 2016 -  Todos os direitos reservados

versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo