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22/01/2019 13:34 Noticias de Hoje OlharDireto

Após confusão e gás de pimenta, AL amanhece lotada de servidores para nova “batalha” por RGA

Os servidores públicos de Mato Grosso ocupam desde cedo o prédio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Na noite de hoje, o parlamento retoma a votação de projetos de interesse do Executivo Estadual, como o que estabelece o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) somente quando tiver recursos em caixa.

A nova “batalha” pela RGA acontece após tensa sessão legislativa realizada na última quarta-feira (16), quando até mesmo gás de pimenta foi liberado no plenário e se espalhou pelo sistema de refrigeração da casa. Apesar de toda a mobilização e pressão dos servidores, o projeto do Executivo acabou aprovado em primeira votação.

Desta vez, o número de servidores que ocupam a AL é ainda maior que na semana passada. São centenas de profissionais de diversas secretarias, autarquias e empresas públicas que estão uniformizados e transitando pelo prédio do legislativo. Carros de som e trio elétricos também fazem parte da mobilização, onde líderes sindicais se revezam em discursos contra políticas de arrocho ao funcionalismo.

A intenção dos servidores é pressionar os deputados para que não passe pela AL o projeto encaminhado pela gestão Mauro Mendes. Na última quarta, a sessão foi parada algumas vezes e alguns deputados acabaram hostilizados pelos presentes nas galerias. Além da RGA, a AL também aprovou em primeira votação o texto que muda as regras para arrecadação do Fethab. Depois disso, todos os outros projetos colocados em pauta foram tirados de votação por pedidos de vistas. Ficaram pendentes a Lei de Responsabilidade Fiscal do Estado, a que diz respeito sobre a previdência e demais reformas. 

Urgência nos assuntos

RGA e Fethab tramitam em regime de urgência, sob pedido do governo aprovado pela AL. Conforme o chefe do Executivo, os dois projetos são de suma importância para o equilíbrio financeiro do Estado, a qual ele classifica como caótico, desde que assumiu o Governo no dia 1° de janeiro.

Ainda de acordo com Mendes, somente com a reedição do Fethab, o Governo tem a estimativa de aumentar a sua receita em mais de R$ 500 milhões, amenizando os reflexos da crise, cuja a maior prejudicada é a sociedade.

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